esta não é a primeira vez que escrevo sobre as minhas aventuras como viajante solo feminina para CINCO EDITORIAL - podes ler a minha primeira contribuição aqui - mas como estou prestes a embarcar no primeiro de dois voos que me levarão ao meu destino final, achei que este seria o momento perfeito para a segunda parte.
já passaram quatro dias desde que saí de casa em Lisboa, quatro dias desde que comecei a trabalhar nesta reportagem. estou no meio da savana africana, um sonho antigo, na zona rural de Windhoek, capital da Namíbia. a ligação à internet tem estado instável durante a maior parte do dia, o que só acrescenta magia a este lugar. era exatamente isto que eu desejava: uma pausa de toda a loucura. tenho feito safaris - até agora, avistei girafas, zebras, rinocerontes, impalas e elefantes; infelizmente, sem ver leões - terminei um livro e dei alguns mergulhos na piscina.
quando se trata de viajar sozinha, não diria que se sente solidão, mas pode ser difícil. por vezes, viajar sozinha significa escolher um destino que não está no topo da tua lista de desejos porque o que está pode não ser adequado para uma viajante solitária. a logística pode ser exigente e provavelmente acabarás por fazer algumas concessões. na maioria dos casos, também significa que será mais caro. muito mais, para ser honesta. como o conforto e a segurança são fundamentais para mim, acabo por gastar mais em hotéis, comida e transporte.
por mais empoderada que me sinta sempre que estou sozinha, e já o disse na primeira parte, não acho que devamos romantizar isso. leva-te a um encontro, celebra a tua individualidade, faz um retiro solo. faz todas essas coisas que as redes sociais te incitam a fazer. tem em mente, no entanto, que pelo caminho vais sentir-te sobrecarregada e provavelmente um pouco ansiosa. além disso, nem todos os lugares te vão tocar e terás de aprender a aceitar isso. e vais aborrecer-te, também. leste bem. especialmente à noite. passei de evitar sair para jantar a vestir-me toda para sair, mas foi um processo.
se me fossem dadas duas opções, ficar em casa ou ver o mundo nos meus próprios termos, escolheria sempre a segunda. as minhas viagens deram-me algumas das memórias mais preciosas. desde subir um vulcão a ver o pôr do sol no topo de uma colina no meio do nada, a partilhar uma refeição com alguém que acabei de conhecer, a chorar de pura alegria e felicidade… já fiz tudo. viajar sozinha é, de facto, uma das experiências mais enriquecedoras e desafiantes que podes ter na vida. ou te parte ou te faz. ou ambos ao mesmo tempo. por agora, sinto que preciso de fazer uma pequena pausa. por mais que adore o meu tempo sozinha, também adoro criar memórias com os meus entes queridos.
cátia santos reis "o mundo é teu, mas a Grécia é minha” poderia ser o seu mantra, pois cátia santos reis ainda não encontrou uma ilha grega por que não se tenha apaixonado. entretanto, continua a viajar pelo mundo. para CINCO editorial, a jovem de 34 anos partilhará as suas coisas favoritas para fazer, visitar e comer em cada destino.avaliamos de forma independente todos os produtos e serviços recomendados. se clicares nos links que fornecemos, poderemos receber uma compensação.
